Ponham-se finos.

7 de Fevereiro de 2010
Há palavras que são, simplesmente, horrorosas…e definem muito as pessoas…snobeira ou não fomos habituados a NÃO DIZER…e assim educamos os nossos filhos também!
Titinha Parreira do Amaral, Fevereiro de 2010

Entre as tiradas com mais ou menos graça que cerca de 3400 pessoas estão a publicar no grupo Odiamos Esposas, Sanitas, O Comer, Aleijar e outras do género!, há duas linhas que o Jon Stewart não hesitaria em designar como um momento de zen. Provavelmente arrebatada com o sucesso do seu fórum de desdém pela maneira de falar de quem não tem petit-noms, consoantes dobradas ou hifens no nome, a fundadora Titinha Parreira do Amaral explica que que mais vale ser snob que ordinária. A frase tem níveis tremendos de bom-gosto e nobreza, mas bom bom é mesmo o acesso de razoabilidade que logo a seguir baixa numa outra comentadora anti-possidoneira, que interrompe o entusiasmo geral para contrapôr:

Titinha, as pessoas que dizem o comer’ não são necessariamente ordinárias. São, talvez , básicas e pouco cultas.

Apesar de concordar em absoluto, e de fazer questão de medir o poderio intelectual dos outros pela incapacidade genética que têm (ou não) de chamar sanita a algo que nunca será mais do que uma retrete, a verdade é que temo falhar. Sei bem que vermelho é comuna e que sovacos têm os pobres na parte do corpo que os esclarecidos designam apenas como debaixo dos braços. Ficar doente com qualquer hipótese de subjugação minha perante os outros proíbe-me, também, de pedir licença à passagem, de perguntar a alguém se é servido ou de deixar seja o que for num brinco – algum propósito havia Deus de ter quando criou as mulheres-a-dias. Magoa-me ver pessoas a queixar-se de se terem aleijado e antes não receber nada quando faço anos do que ter um aniversário cheio de prendas. Até aqui ainda chego e esposa certamente que nunca terei.

Mas e se em vez de uma carteira, oferecer à mãe uma mala? Se estiver frio e, para me agasalhar, usar um casaco da marca Kispo? Se me sentir com febre e tiver de ver a temperatura? Se disser que a não-sei-quantas está grávida quando ela só está à espera de bebé? O que acontece é que arrisco-me a ter aquela gente toda a rir não comigo, mas de mim. As expressões proibidas são tantas e tão incomprensíveis que nada me resta senão suspeitar que – apesar da dupla consoante que existe em Guerra – não passo de um básico, um inculto e sim, um grande ordinário.

Panda Bear em Lisboa (nova data).

7 de Fevereiro de 2010
Os bilhetes para a segunda apresentação ao vivo de Panda Bear em Lisboa, a 13 de Fevereiro, já estão à venda – no Lux, na Flur e na Louie Louie – e custam 15 euros. O concerto de dia 12 esgotou.

Ao jornal i, o músico falou uma tarde inteira sobre Lisboa. Aqui.

Three Frames.

7 de Fevereiro de 2010
Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Qualquer dia, também quero ter uma ideia para um blogue conceptual como este fabuloso Three Frames.

James Murphy faz banda-sonora.

7 de Fevereiro de 2010

Antes mesmo do terceiro álbum de LCD Soundsystem, é editada – a 22 de Março – a banda sonora que James Murphy compôs para Greenberg, o novo filme de Noam Baumbach – realizador de The Squid and the Whale e argumentista de The Fantastic Mr Fox (à direita, na foto). Apesar de haver uma música nova de LCD Soundsystem nesse filme, as restantes 11 peças de Murphy a solo “não parecem” serem assinadas pelo mentor do grupo nova-iorquino, explicou o próprio ao site Drowned In Sound.
O trailer de Greenberg está aqui.

Alice no Lux! (parte 2)

6 de Fevereiro de 2010
AM








AM




DM



DM


AM





AM


AM








AM










DM

AM


As fotografias são do Nuno Alexandre (Primeira Avenida), à excepção das que estão assinaladas com AM de André Murraças (All Of Me) ou DM de David Motta (O Escarrador de David Motta). E há muitas mais de onde estas vieram, nos respectivos blogues. Obrigado, rapazes.

Share.

5 de Fevereiro de 2010
Matar dois coelhinhos com uma só navalhada é, por exemplo, incorporar no blogue um botão todo em azul que permite a partilha dos posts no facebook, ao mesmo tempo que se presta homenagem a essa grande figura do mundo do espectáculo que é a Share – compositora, letrista e intérprete de peças como Shoop Shoop Song e Do You Believe In Life After Love, e metade viva da dupla It’s a Sony and Share, da qual o fundador de uma marca de electromésticos também fazia parte.

Alice no Lux! (parte 1)

4 de Fevereiro de 2010



















Much respect to Susana Pomba, que assina as imagens e ajudou a pensar esta festa grande. A reportagem fotográfica completa está no blogue Dove’s Taste of the Day.

Haiti que gozes*.

4 de Fevereiro de 2010
Os capacetes azuis da ONU não estão a conseguir conter a ira que a população haitiana sente desde que se soube que dois grupos de almas mater da edição discográfica anglosaxónica uniram esforços para gravar novos hinos de ajuda humanitária. Depois de terem sido informados que versões actualizadas de We Are The World e Everybody Hurts serão transmitidas em loop (e em simultâneo) durante as 24 horas que o dia caribenho tem – através de um grande altifalante a ser instalado no centro de Port-au-Prince, logo que alguém leve duas pilhas para o gerador – o caos instalou-se. Um colectivo manguito foi erguido ao facto de Susan Boyle e Kylie Minogue serem de longe os nomes mais respeitáveis do supra-referido colectivo e, de acordo com os testemunhos até agora recolhidos, alguns sobreviventes chegaram mesmo a tentar voltar para debaixo das pedras. “Não estamos a passar assim tão mal”, garantiu à Reuters um habitante da capital haitiana a quem foi dito que Lionel Ritchie detém a batuta. “E se a música é dos dois, porque é que o Michael Jackson não está lá também?”, quis ainda saber, antes de fanar a câmara, um par de argolas e três sugos de mentol à correspondente especial.

Embora comecem a avolumar-se as dúvidas quanto ao sucesso comercial desta benfeitoria sonora, o Guiness já informou Jon Bon Jovi, Barbra Streisand, Céline Dion, James Blunt e aquele magrinho dos Take That que o recorde de legitimação dos ditados populares uma desgraça nunca vem só e mais vale um valente ciclone que mal acompanhado foi batido por anos infinitos.
* título de post inspirado numa outra iniciativa pelo Haiti, a ter lugar no próximo sábado, perto da Gulbenkian. Detalhes aqui.

Tcharam!

3 de Fevereiro de 2010

Um dia destes, fazemos uma festa.

3 de Fevereiro de 2010

…e se quando isto chegar aos 100,000 eu ainda estiver a dormir, por favor inaugurem as festividades.